Depredando o Orelhão

Massacre de Eldorado dos Carajás (17 de abril de 1996) por Carlos Latuff
C O M P A R T I L H A R

Hoje, 17 de abril, completam-se 18 anos desde o Massacre de Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, ocorrido em 17/04/1996, em que a polícia matou 19 pessoas e feriu outras 60. Relembre no vídeo aqui compartilhado - um trecho do documentário “Nas Terras do Bem-Virá” - este episódio sangrento da história brasileira, em que as autoridades defensoras do agronegócio e do latifúndio utilizaram métodos genocidas para lidar com as demandas do MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.

Saiba mais:
http://www.mst.org.br/taxonomy/term/897


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LEIA NA VICE BRASIL: NÃO, NÃO EXISTE OVERDOSE FATAL DE MACONHA!COMPARTILHAR
Por Angeli - Compartilhe!
Maria Rita Kehl: Índios vivem hoje situação parecida com a da ditadura @ O Globo [http://glo.bo/1n2bMqC]Por Guilherme FreitasEm novembro de 2012, foi criado um grupo de trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV) para investigar violações de direitos humanos sofridas por índios e camponeses. Desde então, a psicanalista Maria Rita Kehl, integrante da CNV e coordenadora do grupo, visitou povos indígenas no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país. Os depoimentos e relatórios colhidos até agora compõem um painel de abusos sistemáticos cometidos ao longo do período analisado pela comissão (1946 a 1988), em especial durante a ditadura. Inúmeras mortes foram causadas por obras do governo em terras indígenas (como a construção de estradas na Amazônia), sem estudo nem aviso prévio. Frentes de contato despreparadas levaram doenças a tribos isoladas. Há ainda denúncias de trabalho escravo, trabalho infantil, torturas e prisões irregulares. Em entrevista por telefone, Maria Rita Kehl avalia os trabalhos desse grupo da CNV e diz que a situação dos índios hoje é “muito parecida” com a do período da ditadura: “Em todas as audiências públicas surgem também denúncias atuais”.Confira a entrevista completa: http://glo.bo/1n2bMqC* * * * *Foto: Maria Rita Kehl, que integra a Comissão Nacional da Verdade, recebe das mãos do ancião Dario, Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé, relatório sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pelos indígenas. Foto: Lívia Mota / ASCOM – CNV.
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Maria Rita Kehl: Índios vivem hoje situação parecida com a da ditadura @ O Globo [http://glo.bo/1n2bMqC]

Por Guilherme Freitas

Em novembro de 2012, foi criado um grupo de trabalho da Comissão Nacional da Verdade (CNV) para investigar violações de direitos humanos sofridas por índios e camponeses. Desde então, a psicanalista Maria Rita Kehl, integrante da CNV e coordenadora do grupo, visitou povos indígenas no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul do país. Os depoimentos e relatórios colhidos até agora compõem um painel de abusos sistemáticos cometidos ao longo do período analisado pela comissão (1946 a 1988), em especial durante a ditadura. Inúmeras mortes foram causadas por obras do governo em terras indígenas (como a construção de estradas na Amazônia), sem estudo nem aviso prévio. Frentes de contato despreparadas levaram doenças a tribos isoladas. Há ainda denúncias de trabalho escravo, trabalho infantil, torturas e prisões irregulares. Em entrevista por telefone, Maria Rita Kehl avalia os trabalhos desse grupo da CNV e diz que a situação dos índios hoje é “muito parecida” com a do período da ditadura: “Em todas as audiências públicas surgem também denúncias atuais”.

Confira a entrevista completa: http://glo.bo/1n2bMqC

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Foto: Maria Rita Kehl, que integra a Comissão Nacional da Verdade, recebe das mãos do ancião Dario, Xavante da Terra Indígena Marãiwatsédé, relatório sobre as graves violações de direitos humanos sofridas pelos indígenas. Foto: Lívia Mota / ASCOM – CNV.

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DEADLY ENVIRONMENT: The Dramatic Rise in Killings of Eco-Activists (The Global Witness Report 2014)

Urgent action required to challenge impunity of perpetrators, protect citizens and address root causes of environmental crisis

"Killings of people protecting the environment and rights to land increased sharply between 2002 and 2013 as competition for natural resources intensifies, a new report from Global Witness reveals. In the most comprehensive global analysis of the problem on record, the campaign group has found that at least 908 people are known to have died in this time. Disputes over industrial logging, mining and land rights the key drivers, and Latin America and Asia-Pacific particularly hard hit.

Released in the year of the 25th anniversary of the assassination of Brazilian rubber tapper and environmental activist Chico Mendes, Deadly Environment highlights a severe shortage of information or monitoring of this problem. This means the total is likely to be higher than the report documents, but even the known scale of violence is on a par with the more high profile incidence of journalists killed in the same period (1). This lack of attention to crimes against environment and land defenders is feeding endemic levels of impunity, with just over one per cent of the perpetrators known to have been convicted…”

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Relatório Global Witness sobre o aumento acentuado de homicídios por problemas ambientais - 15 de Abril de 2014

É necessário tomar medidas urgentes para questionar a impunidade dos responsáveis, proteger os cidadãos e combater as causas de raiz da crise ambiental

Leia em: http://www.globalwitness.org/library/aumento-acentuado-de-homicídios-por-problemas-ambientais-e-defesa-do-direito-de-utilização

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As mortes de pessoas que protegem o ambiente e o direito de utilização de terras sofreram um aumento acentuado entre 2002 e 2013, devido à intensificação de disputas por recursos naturais, de acordo com um novo relatório da Global Witness. Durante este período, há conhecimento de 908 mortes, relacionadas com disputas relativas à exploração industrial de florestas, minas e direitos de utilização de terras, como principais fatores. As áreas geográficas mais afetadas são a América Latina e Ásia-Pacífico.

Publicado no 25.º aniversário do assassinato do seringueiro e ativista ambiental brasileiro Chico Mendes, o relatório Deadly Environment destaca uma enorme falta de informação e monitorização destes problemas. Isto significa que o número de mortes é provavelmente superior aos números documentados no relatório, mas mesmo com apenas estes dados conhecidos, a violência está ao nível da incidência mais visível de jornalistas mortos no mesmo período (1). Este déficit de atenção aos crimes ambientais e contra os defensores dos direitos da terra tem alimentado níveis endémicos de impunidade, sendo que pouco mais de um por cento dos autores dos crimes conhecidos é condenado.

“Isto significa que é da maior importância proteger o ambiente e também que nunca foi tão perigoso fazê-lo.” – Afirma Oliver Courtney da Global Witness. “Poucos serão os sintomas mais graves e mais óbvios da crise ambiental do planeta do que um aumento dramático das mortes de cidadãos comuns que defendem os seus direitos à terra ou ao ambiente. Todavia, este problema que se agrava a cada minuto, passa despercebido à maior parte da população, e os responsáveis quase sempre ficam impunes. Esperamos que as nossas investigações sirvam para despertar a consciência dos governantes de todos os países e da comunidade internacional, algo fundamental para esta questão.”

São estas as principais conclusões do relatório Deadly Environment:

* Pelo menos 908 pessoas foram assassinadas em 35 países, entre 2002 e 2013, por tentarem proteger os direitos à utilização da terra e ao ambiente. Estes números aumentaram nos últimos quatro anos, com uma média de dois ativistas mortos por semana.

* 2012 foi o pior ano de sempre para os ambientalistas, com 147 mortes – quase três vezes o número de mortes de 2002.

* A impunidade é a regra para estes crimes: foram condenados apenas 10 criminosos entre 2002 e 2013 – pouco mais de um por cento da incidência geral de homicídios.

* O problema é particularmente grave na América Latina e no Sudeste Asiático. O Brasil é o lugar mais perigoso para defender o direito de utilização de terras e o ambiente, com 448 assassinatos, seguido das Honduras (109) e das Filipinas (67). 

* O problema é agravado pela falta sistemática de monitorização ou informação. Quando os casos são registados, são frequentemente analisados de forma isolada ou tratados como um subconjunto de outros direitos humanos ou questões ambientais. Muitas vezes, as próprias vítimas não conhecem os seus direitos ou não conseguem fazer prevalecer os mesmos, devido à falta de recursos existente nos locais remotos e perigosos onde vivem.

John Knox, especialista independente das Nações Unidas em direitos humanos e ambiente, afirma: “Os direitos humanos só ganham significado se as pessoas forem capazes de exercê-los. Os defensores dos direitos humanos ambientais trabalham para garantir que vivemos em condições que nos permitem desfrutar dos nossos direitos básicos, entre os quais o direito à vida e à saúde. A comunidade internacional terá de fazer mais para proteger essas pessoas da violência e perseguição de que são alvo.”

As comunidades indígenas são as mais afetadas. Em muitos casos, os seus direitos à terra não são reconhecidos pela lei nem na prática, deixando-as expostas à exploração por interesses económicos poderosos, pelos quais são catalogadas de “antidesenvolvimento”. Em muitos casos, só têm conhecimento de um negócio contra os seus interesses quando as retroescavadoras chegam às respetivas quintas e florestas.

Os direitos à terra constituem o cenário da maior parte das mortes de que temos conhecimento. Empresas e governantes celebram habitualmente negócios secretos para destinar grandes áreas de terra e florestas a culturas de rendimento como borracha, óleo de palma e soja. Pelo menos 661 (mais de dois terços) das mortes ocorrerem no contexto de conflitos relacionados com a propriedade, o controlo e a utilização de terras, em conjunção com outros fatores. O relatório debruça-se em detalhe sobre a situação no Brasil, onde as disputas de terras e a exploração industrial de florestas são as principais causas, e nas Filipinas, onde a violência está sobretudo relacionada com o setor mineiro. 

“O rápido agravamento da situação parece estar escondido à vista de todos, e este aspeto tem de mudar. 2012, o ano em que foi realizada a última Cimeira do Rio, foi o ano mais mortífero de que há registo. Os participantes que vão reunir este ano nas conferências sobre o clima no Peru devem estar atentos a estes sinais: a proteção do ambiente nos dias de hoje tornou-se no principal campo de batalha pelos direitos humanos. Enquanto os governantes discutem o texto dos novos acordos mundiais, a nível local, um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo arrisca a vida para proteger o ambiente.” – Afirma Andrew Simms, da Global Witness. “A menos que a comunidade internacional tome medidas urgentes, mais pessoas, que devíamos homenagear como heróis, perderão a vida.”

O relatório sublinha também o facto de o aumento do número de vítimas constituir a face mais grave e mensurável de um conjunto de ameaças, entre as quais a intimidação, violência, estigmatização e criminalização. O número de mortes aponta para um nível muito superior de violência não mortal e intimidação, não documentada neste trabalho de investigação, mas que requer medidas urgentes e eficazes.

A Global Witness reclama esforços mais concertados e coordenados no sentido de monitorizar e enfrentar esta crise, começando por uma resolução do Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, para enfrentar a crescente ameaça com que se deparam os defensores ambientais e dos direitos de utilização de terra. Da mesma forma, os organismos regionais de direitos humanos e governantes dos diferentes países devem acompanhar de forma adequada os abusos contra os ativistas e os assassinatos, devendo garantir que os responsáveis sejam levados à justiça. As empresas devem monitorizar de forma eficaz as suas operações e cadeias de fornecimento, no sentido de garantir as boas práticas e a ética.

/FIM

Para solicitar entrevistas, imagens e outras informações, contacte:

Oliver Courtney, +44 (0)7912 517147, ocourtney@globalwitness.org;

Alice Harrison, +44 (0)7841 338792, aharrison@globalwitness.org

Notas às Redações:

(1) De acordo com o documento Dataset: Journalists killed since 1992, da Comissão de Proteção de Jornalistas (2014), 913 jornalistas foram mortos no exercício da sua profissão durante o mesmo período. Disponível em: https://www.cpj.org/killed/cpj-database.xls

(2) O relatório, dados e gráficos encontram-se disponíveis em www.globalwitness.org/deadlyenvironment 

A Global Witness investiga e realiza campanhas para evitar os conflitos e a corrupção relacionados com recursos naturais, bem como contra a violação dos direitos ambientais e direitos humanos.

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NIETZSCHE - A Graphic Novel (Texto: Michel Onfray; Arte: M. Le Roy) - DOWNLOAD PDF (em espanhol)

NIETZSCHE – SE CRÉER LIBERTÉ

Uma graphic novel com roteiro de Michel Onfray e arte de Maximilien Le Roy. Faça o download gratuito do e-book (traduzido para o espanhol):
http://uploaded.net/file/663tkjpd/Sfrd19952ni.rar (118 MB – Em formato CBR - Software para ler)

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"THE WEB OF LIFE… and the Global Grass-Roots Ecology Movements (By Fritjof Capra)

"THE WEB OF LIFE" - according to Fritjof Capra, author of "Tao of Physics"

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Fritjof Capra (1939 – )

“Questions that have puzzled scientists and philosophers for hundreds of years: How did complex structures evolve out of a random collection of molecules? What is the relationship between mind and brain? What is consciousness?  (…) How does a wounded organism regenerate to exactly the same structure it had before? How does the egg form the organism? A new language for understanding the complex, highly integrative systems of life has indeed emerged. (…) The new understanding of life may be seen as the scientific forefront of the change of paradigms form a mechanistic to an ecological viewpoint. The synthesis of current theories and models I propose in this book - The Web of Life - may be seen as an outline of an emerging theory of living systems that offers a unified view of mind, matter, and life…”

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 http://awestruckwanderer.wordpress.com

"Não façam com o Xingú o que fizeram com o Tietê!" #Índio_é_nós!
Concorda? Então compartilhe e… “seja a mídia”!
Os Benefícios da Arte de Viajar  - por Mark Twain (The Benefits of Travel - according to Mark Twain)

Os Benefícios da Arte de Viajar  - por Mark Twain 
(The Benefits of Travel - according to Mark Twain)

The Myth of Prometheus: a poem by Goethe, a painting by Rubens, and music by Schubert and Hugo Wolf

The Myth of Prometheus: a poem by Goethe, a painting by Rubens, and music by Schubert

Peter_Paul_Rubens,_Flemish_(active_Italy,_Antwerp,_and_England)_-_Prometheus_Bound_-_Google_Art_Project

Peter Paul Rubens (1577-1640)


Prometheus (1774)
by Wolfgang von Goethe (1749-1832)


Hide your heavens, Zeus,
in cloudy vapours
and practise your stroke, like a boy
beheading thistles,
on oaktrees and mountain summits;
still you must leave me
my steady earth,
and my hut, not built by you,
and my hearth,
whose warm glow
you envy me.

I know nothing more pitiful
under the sun than you Gods!
You feed your splendour
p…

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Os crimes ambientais da Canadá e a mega-poluição dos “oil sands”Muito interessante (e assustadora) a matéria de capa da NOW Magazine (Toronto) desta semana, que analisa os efeitos do aquecimento global sobre a mais populosa metrópole canadense e inclui em sua capa um cenário de filme catástrofe, com a CN Tower carregada pelo Dilúvio iminente. Antes de aqui chegar, eu tinha a ilusão - já enterrada - de que o Canadá era um país promotor da sustentabilidade ambiental, respeitador do equilíbrio dos ecossistemas, mas a realidade é bem mais sombria. No ranking Climate Change Performance, organizado pela Climate Action Network-International e pela German Watch, o Canadá foi classificado na 58º posição entre os 60 países investigados - atrás até da mega-poluidora China. A reportagem de Tzeporah Berman afirma que a raiz do problema está na exploração de petróleo dos “oil sands” (o Canadá possui 70% das reservas mundiais desse tipo de petróleo):http://en.wikipedia.org/wiki/Oil_sands"Skyrocketing pollution from the oil sands is the sole reason we will not meet our emissions reductions goals. The oil sands are now the single largest and most destructive industrial project on Earth. If production increases as approved, annual emissions will quadruple from 27 to 126 million tonnes by 2015, and reach 142 million tonnes by 2020. That means the tar sands would release twice the amount of air pollution currently produced by all the cars and trucks in Canada. (…) Our federal government is gutting environmental laws, cancelling environmental assessments, attacking environmental charities and firing scientists in order to expand pipelines and oil sands production without laws or people getting in their way. Adding insult to injury, instead of investing in clean tech programs, the federal government subsidizes the oil and gas companies and spends millions of taxpayers’ dollars on ads defending one of the most profitable industries in the world." (TZEPORAH BERMAN, author of "This Crazy Time: Living Our Environmental Challenge) E a maior parte de toda essa poluição ecocida, com efeitos planetários desastrosos, tem como um de seus principais objetivos - nenhuma surpresa! - atender à “demanda” dos EUA. O Canadá é o maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, que, como é bem sabido, é faz tempo tanto o maior consumidor global de petróleo quanto o maior poluidor atmosférico do mundo. Se o resto do mundo deixar a América do Norte e seus barões do petróleo agirem com base no imediatismo dos lucros estratosféricos, todo mundo tá fodido - e as futuras gerações vão nos amaldiçoar pela nossa inação, nossa passividade, nossa covardia. Estamos legando aos que ainda não nasceram uma conjuntura ecológica das mais catastróficas, e no entanto parece que os movimentos de massa só vão realmente agir de modo eficaz quando a água bater na bunda, quando milhões de refugiados do clima estiverem necessitados de abrigo, quando New Orleans virar a Nova Atlantis, quando as guerras do futuro estourarem por causa da estupidez com que o capitalismo global tem agido em sua relação predatória com a Natureza. “O estrago vai ser pago pela gente toda”, canta Lenine… * * * * *Via Depredando o Orelhão [SIGA]

Os crimes ambientais da Canadá e a mega-poluição dos “oil sands”

Muito interessante (e assustadora) a matéria de capa da NOW Magazine (Toronto) desta semana, que analisa os efeitos do aquecimento global sobre a mais populosa metrópole canadense e inclui em sua capa um cenário de filme catástrofe, com a CN Tower carregada pelo Dilúvio iminente. Antes de aqui chegar, eu tinha a ilusão - já enterrada - de que o Canadá era um país promotor da sustentabilidade ambie
ntal, respeitador do equilíbrio dos ecossistemas, mas a realidade é bem mais sombria. No ranking Climate Change Performance, organizado pela Climate Action Network-International e pela German Watch, o Canadá foi classificado na 58º posição entre os 60 países investigados - atrás até da mega-poluidora China. A reportagem de Tzeporah Berman afirma que a raiz do problema está na exploração de petróleo dos “oil sands” (o Canadá possui 70% das reservas mundiais desse tipo de petróleo):

http://en.wikipedia.org/wiki/Oil_sands

"Skyrocketing pollution from the oil sands is the sole reason we will not meet our emissions reductions goals. The oil sands are now the single largest and most destructive industrial project on Earth. If production increases as approved, annual emissions will quadruple from 27 to 126 million tonnes by 2015, and reach 142 million tonnes by 2020. That means the tar sands would release twice the amount of air pollution currently produced by all the cars and trucks in Canada. (…) Our federal government is gutting environmental laws, cancelling environmental assessments, attacking environmental charities and firing scientists in order to expand pipelines and oil sands production without laws or people getting in their way. Adding insult to injury, instead of investing in clean tech programs, the federal government subsidizes the oil and gas companies and spends millions of taxpayers’ dollars on ads defending one of the most profitable industries in the world." (TZEPORAH BERMAN, author of "This Crazy Time: Living Our Environmental Challenge) 

E a maior parte de toda essa poluição ecocida, com efeitos planetários desastrosos, tem como um de seus principais objetivos - nenhuma surpresa! - atender à “demanda” dos EUA. O Canadá é o maior fornecedor de petróleo para os Estados Unidos, que, como é bem sabido, é faz tempo tanto o maior consumidor global de petróleo quanto o maior poluidor atmosférico do mundo. Se o resto do mundo deixar a América do Norte e seus barões do petróleo agirem com base no imediatismo dos lucros estratosféricos, todo mundo tá fodido - e as futuras gerações vão nos amaldiçoar pela nossa inação, nossa passividade, nossa covardia. Estamos legando aos que ainda não nasceram uma conjuntura ecológica das mais catastróficas, e no entanto parece que os movimentos de massa só vão realmente agir de modo eficaz quando a água bater na bunda, quando milhões de refugiados do clima estiverem necessitados de abrigo, quando New Orleans virar a Nova Atlantis, quando as guerras do futuro estourarem por causa da estupidez com que o capitalismo global tem agido em sua relação predatória com a Natureza. “O estrago vai ser pago pela gente toda”, canta Lenine… 

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Via Depredando o Orelhão [SIGA]

O BRASIL NO OLHO DA RUA - Mídia NINJANunca antes na história deste país a comoção da torcida verde-amarelo pondo a mão na massa e enfeitando o país tardou tanto em chegar.Faltando apenas 2 meses para o início do torneio da FIFA, impressiona a ausência das bandeirinhas, dos muros pintados, das ruas em mutirão erguendo o ‘país do futebol’ no transe que aqui sempre levou milhões ao carnaval da paixão pela seleção canarinho. Algo se quebrou e continua se quebrando. Algo colocou este país desde junho num transe muito particular. Algo o mantém neste transe. Como se junho tivesse iniciado a preparação de junho. A luta popular não deu trégua, as redes nunca uniram tanta gente ao redor do debate político no Brasil. Enquanto as redes e as ruas não dão qualquer trégua, a Copa do Mundo que pretendem fazer aqui é vivida de modo absolutamente distinto de todas a outras ocorridas longe daqui. A Copa que todos temos na memória não está acontecendo nas ruas, só a vemos na publicidade corporativa e estatal. Não a vemos no coração do povo. Algo dá ao brasileiro que torce por seu país uma enorme vergonha diante dos abismos que se tornaram muito mais evidentes e inaceitáveis. Abismos com os quais parte significativa do povo já não aceita mais conviver. Tendo na Copa das Confederações seu estopim, o Brasil entrou num transe político cuja dimensão real só junho trará com o início da Copa do Mundo, quando todos os poderes estarão expostos e todos os desejos do povo estarão na rua. A torcida verde-amarelo estará na ebulição da luta histórica por inaugurar um novo tempo no qual seja absolutamente inadmissível e totalmente impensável que um homem ou uma mulher, uma pai de família ou uma criança, seja violentamente arrancado da luta que lhe obriga seu sonho, para ser jogado pelo Estado, sem qualquer proteção social, no olho da rua e abandonado à sua própria sorte.Todos estamos vendo. O brasileiro já não é mais aquele de outrora. Os pobres daqui tem todo o direito de inventar para si um país que já é seu mas lhe foi historicamente negado. Quando um massacre como o do PRÉDIO ABANDONADO DA OI se repete é toda a história de sofrimentos e dores que emerge novamente. O Brasil decidiu dizer basta. Quem viver verá: na Copa, o Estado de Exceção será vencido pelo ESTADO DE UTOPIA.Foto: Reynaldo Vasconcelos#MidiaNINJA

O BRASIL NO OLHO DA RUA - Mídia NINJA

Nunca antes na história deste país a comoção da torcida verde-amarelo pondo a mão na massa e enfeitando o país tardou tanto em chegar.

Faltando apenas 2 meses para o início do torneio da FIFA, impressiona a ausência das bandeirinhas, dos muros pintados, das ruas em mutirão erguendo o ‘país do futebol’ no transe que aqui sempre levou milhões ao carnaval da paixão pela seleção canarinho. 

Algo se quebrou e continua se quebrando. Algo colocou este país desde junho num transe muito particular. Algo o mantém neste transe. Como se junho tivesse iniciado a preparação de junho. 

A luta popular não deu trégua, as redes nunca uniram tanta gente ao redor do debate político no Brasil. Enquanto as redes e as ruas não dão qualquer trégua, a Copa do Mundo que pretendem fazer aqui é vivida de modo absolutamente distinto de todas a outras ocorridas longe daqui. 

A Copa que todos temos na memória não está acontecendo nas ruas, só a vemos na publicidade corporativa e estatal. Não a vemos no coração do povo. Algo dá ao brasileiro que torce por seu país uma enorme vergonha diante dos abismos que se tornaram muito mais evidentes e inaceitáveis. Abismos com os quais parte significativa do povo já não aceita mais conviver. 

Tendo na Copa das Confederações seu estopim, o Brasil entrou num transe político cuja dimensão real só junho trará com o início da Copa do Mundo, quando todos os poderes estarão expostos e todos os desejos do povo estarão na rua. 

A torcida verde-amarelo estará na ebulição da luta histórica por inaugurar um novo tempo no qual seja absolutamente inadmissível e totalmente impensável que um homem ou uma mulher, uma pai de família ou uma criança, seja violentamente arrancado da luta que lhe obriga seu sonho, para ser jogado pelo Estado, sem qualquer proteção social, no olho da rua e abandonado à sua própria sorte.

Todos estamos vendo. O brasileiro já não é mais aquele de outrora. Os pobres daqui tem todo o direito de inventar para si um país que já é seu mas lhe foi historicamente negado. Quando um massacre como o do PRÉDIO ABANDONADO DA OI se repete é toda a história de sofrimentos e dores que emerge novamente. O Brasil decidiu dizer basta. 

Quem viver verá: na Copa, o Estado de Exceção será vencido pelo ESTADO DE UTOPIA.

Foto: Reynaldo Vasconcelos

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