Depredando o Orelhão


As Ruas de Goiânia em Polvorosa - Gonzo Reportagem sobre as Manifestações de Rua das últimas semanas -

"Desde pequenos nós comemos lixo Comercial e industrial Mas agora chegou nossa vez Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês Vamos fazer nosso dever de casa E aí então vocês vão ver Suas crianças derrubando reis Fazer comédia no cinema com as suas leis…” LEGIÃO URBANA 

No “Dia do Basta”, 21 de Abril último, quando mais de 80 cidades brasileiras organizaram marchas em protesto contra a corrupção, cerca de 8 mil goianienses tomaram as ruas da capital do Estado governado por Marconi Perillo. Foi o segundo fim-de-semana consecutivo com milhares de manifestantes colorindo as ruas com provas incontestes de que há quem se levanta a bunda do sofá contra o conformismo e que arregaça as mangas em prol de mudança. Organizadas essencialmente pelo Facebook e demais redes sociais, esses eventos eletrizantes são provas de que não foi só a Primavera Árabe que soube utilizar a Internet como ferramenta de Mobilização Social e que, seguindo o exemplo da Praça Tahir, Goiânia começa a realizar notáveis Occupy Praça Cívica.
Bradando a muitas vozes slogans como “Marconi, bicheiro, devolve o meu dinheiro!” e “O povo acordou, o povo decidiu, ou pára a roubalheira ou paramos o Brasil!”, a massa festiva tomou as ruas com alegria e ímpeto, num movimento cívico pacífico, apesar de alguns pequenos conflitos isolados com a polícia. Minha impressão é a de que essas passeatas tem um apoio muito maior da população goiana do que as “notas oficiais” do governo sugerem quando tentam menosprezar esse agito como se viesse de uma “oposição minoritária”.
Uma manifestação, na era da cibercultura, tem toda uma série de peculiaridades que não se via em tempos idos: além da onipresença das câmeras fotográficas e dos celulares com Instagram, em que dúzias de participantes servem também como repórteres e documentaristas, as máscaras e fantasias indicavam as “filiações” dos manifestantes, seja ao movimento hacker Anonymous, seja à simbologia anarco-pop disseminada por V de Vingança, seja ao movimento estudantil ou sindical. Muitos dos jovens protestadores, com as caras-pintadas com as cores tropicais da bandeira nacional, pareciam querer viver pela primeira vez o que seus pais viveram nas manifestações pelas Diretas Já, pelo fim da Ditadura Militar ou pelo impeachment de Collor…” PROSSIGA LENDO
ALGUMAS FOTOS DAS DUAS PASSEATAS EM GOIÂNIA:(14 e 21 de ABRIL de 2012) Marcha 1 - Marcha 2

As Ruas de Goiânia em Polvorosa
- Gonzo Reportagem sobre as Manifestações de Rua das últimas semanas -



"Desde pequenos nós comemos lixo
Comercial e industrial
Mas agora chegou nossa vez
Vamos cuspir de volta o lixo em cima de vocês

Vamos fazer nosso dever de casa
E aí então vocês vão ver
Suas crianças derrubando reis
Fazer comédia no cinema com as suas leis…”

LEGIÃO URBANA

No “Dia do Basta”, 21 de Abril último, quando mais de 80 cidades brasileiras organizaram marchas em protesto contra a corrupção, cerca de 8 mil goianienses tomaram as ruas da capital do Estado governado por Marconi Perillo. Foi o segundo fim-de-semana consecutivo com milhares de manifestantes colorindo as ruas com provas incontestes de que há quem se levanta a bunda do sofá contra o conformismo e que arregaça as mangas em prol de mudança. Organizadas essencialmente pelo Facebook e demais redes sociais, esses eventos eletrizantes são provas de que não foi só a Primavera Árabe que soube utilizar a Internet como ferramenta de Mobilização Social e que, seguindo o exemplo da Praça Tahir, Goiânia começa a realizar notáveis Occupy Praça Cívica.

Bradando a muitas vozes slogans como “Marconi, bicheiro, devolve o meu dinheiro!” e “O povo acordou, o povo decidiu, ou pára a roubalheira ou paramos o Brasil!”, a massa festiva tomou as ruas com alegria e ímpeto, num movimento cívico pacífico, apesar de alguns pequenos conflitos isolados com a polícia. Minha impressão é a de que essas passeatas tem um apoio muito maior da população goiana do que as “notas oficiais” do governo sugerem quando tentam menosprezar esse agito como se viesse de uma “oposição minoritária”.

Uma manifestação, na era da cibercultura, tem toda uma série de peculiaridades que não se via em tempos idos: além da onipresença das câmeras fotográficas e dos celulares com Instagram, em que dúzias de participantes servem também como repórteres e documentaristas, as máscaras e fantasias indicavam as “filiações” dos manifestantes, seja ao movimento hacker Anonymous, seja à simbologia anarco-pop disseminada por V de Vingança, seja ao movimento estudantil ou sindical. Muitos dos jovens protestadores, com as caras-pintadas com as cores tropicais da bandeira nacional, pareciam querer viver pela primeira vez o que seus pais viveram nas manifestações pelas Diretas Já, pelo fim da Ditadura Militar ou pelo impeachment de Collor…” PROSSIGA LENDO


ALGUMAS FOTOS DAS DUAS PASSEATAS EM GOIÂNIA:
(14 e 21 de ABRIL de 2012)
 Marcha 1 - Marcha 2

  1. depredando publicou isto
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