Depredando o Orelhão

No blog, tá rolando a série “DEPREDANDO o NEOLIBERALISMO”, fruto de algumas intensas pesquisas sobre ele, a nova encarnação do nosso velho conhecido… o Capitalismo Selvagem. Artigo Completo »> http://migre.me/cdlLJ* * * * *
“Os escravagistas não morreram. Eles se transformaram em especuladores da bolsa.” - OULAI SIENE, ministro da Justiça da Costa do Marfim, em Durban 2001(in: ZIEGLER, Ódio ao Ocidente: Ed. Cortez, 2011, pg. 98)

Um dos maiores escândalos do capitalismo neoliberal atual são os chamados sweatshops: fábricas que as mega-corporações instalam longe dos grandes centros de consumo e onde a escravidão, o trabalho infantil e os salários de miséria são a realidade cotidiana. Nas apinhadas usinas de suor, milhares de trabalhadores são esmagados dia-a-dia debaixo das condições mais inaceitáveis, mantidos na subnutrição, obrigados a ritmos frenéticos de produtividade, enquanto fabricam bens de luxo destinados aos shoppings e supermercados dos grandes centros urbanos capitalistas. O Mickey de pelúcia comprado na Disneilândia ou o tênis Nike adquirido na 5a Avenida de Manhattan, apesar dos consumidores não terem consciência disso (será que ignoram de propósito? Tapam os próprios ouvidos? Vendam os próprios olhos?), são fabricados através das mais sórdidas opressões impostas às populações despossuídas de Bangladesh, da Indonésia, da China… É contra isso que os personagens do filme alemão Edukators protestam, panfletando nas lojas, na tentativa de disseminar a consciência de que um tênis vendido por 200 dólares foi produzido por jovens escravizados que receberam só alguns centavos de salário. Não é outra a fonte dos colossais lucros das mega-corporações: elas só ficam ricas pela miséria que impõe a seus empregados, pela mais-valia que arrancam deles, pela discrepância entre os salários que pagam e os preços que cobram…Sociólogos, nos últimos anos, insistem em apontar que a globalização tem gerado a expansão epidêmica do “precariado”, isto é, a “multiplicação dos empregos precários e sub-remunerados” (BOURDIEU: Contrafogos, 2001, p. 51). O trabalhador, sob o neoliberalismo, tem a “impressão de que não é insubstituível e que o seu emprego é de certa forma um privilégio, e um privilégio frágil e ameaçado. (…) A concorrência pelo trabalho, às vezes tão selvagem quanto a praticada pelas empresas, está na raiz de uma verdadeira luta de todos contra todos, destruidora de todos os valores de solidariedade e humanidade, e às vezes de uma violência sem rodeios.” (op cit, p. 121-123)"A típica fábrica que Kernaghan visita em países como Honduras, Nicarágua, China e Bangladesh é cercada por arame farpado. Atrás das portas trancadas, em sua maioria estão jovens mulheres supervisionadas por guardas que as agridem e as humilham por qualquer motivo e que as demitem se o teste de gravidez obrigatório for positivo. Cada trabalhadora repete a mesma ação talvez 2.000 vezes por dia. Trabalham sob luzes dolorosamente brilhantes, em turnos de 12 a 14 horas diárias, em fábricas abafadas, com poucos banheiros e acesso restrito à água (para reduzir a necessidade de mais pausas para usar o banheiro). Trabalham até 25 anos de idade, mais ou menos, ponto em que são demitidas porque estão acabadas e desgastadas. A vida delas já chegou ao fim, e a companhia as substitui por outra safra de jovens…" (JOEL BAKAN: A CORPORAÇÃO - BUSCA PATOLÓGICA POR LUCRO E PODER, p. 79)PROSSIGA LENDO »> http://migre.me/cdlLJ(Post inclui DOCUMENTÁRIOS e E-BOOKS completos.)

No blog, tá rolando a série “DEPREDANDO o NEOLIBERALISMO”, fruto de algumas intensas pesquisas sobre ele, a nova encarnação do nosso velho conhecido… o Capitalismo Selvagem. 

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“Os escravagistas não morreram. Eles se transformaram em especuladores da bolsa.” - OULAI SIENE, ministro da Justiça da Costa do Marfim, em Durban 2001(in: ZIEGLER, Ódio ao Ocidente: Ed. Cortez, 2011, pg. 98)

Um dos maiores escândalos do capitalismo neoliberal atual são os chamados sweatshops: fábricas que as mega-corporações instalam longe dos grandes centros de consumo e onde a escravidão, o trabalho infantil e os salários de miséria são a realidade cotidiana. Nas apinhadas usinas de suor, milhares de trabalhadores são esmagados dia-a-dia debaixo das condições mais inaceitáveis, mantidos na subnutrição, obrigados a ritmos frenéticos de produtividade, enquanto fabricam bens de luxo destinados aos shoppings e supermercados dos grandes centros urbanos capitalistas. 

O Mickey de pelúcia comprado na Disneilândia ou o tênis Nike adquirido na 5a Avenida de Manhattan, apesar dos consumidores não terem consciência disso (será que ignoram de propósito? Tapam os próprios ouvidos? Vendam os próprios olhos?), são fabricados através das mais sórdidas opressões impostas às populações despossuídas de Bangladesh, da Indonésia, da China… É contra isso que os personagens do filme alemão Edukators protestam, panfletando nas lojas, na tentativa de disseminar a consciência de que um tênis vendido por 200 dólares foi produzido por jovens escravizados que receberam só alguns centavos de salário. Não é outra a fonte dos colossais lucros das mega-corporações: elas só ficam ricas pela miséria que impõe a seus empregados, pela mais-valia que arrancam deles, pela discrepância entre os salários que pagam e os preços que cobram…

Sociólogos, nos últimos anos, insistem em apontar que a globalização tem gerado a expansão epidêmica do “precariado”, isto é, a “multiplicação dos empregos precários e sub-remunerados” (BOURDIEU: Contrafogos, 2001, p. 51). O trabalhador, sob o neoliberalismo, tem a “impressão de que não é insubstituível e que o seu emprego é de certa forma um privilégio, e um privilégio frágil e ameaçado. (…) A concorrência pelo trabalho, às vezes tão selvagem quanto a praticada pelas empresas, está na raiz de uma verdadeira luta de todos contra todos, destruidora de todos os valores de solidariedade e humanidade, e às vezes de uma violência sem rodeios.” (op cit, p. 121-123)

"A típica fábrica que Kernaghan visita em países como Honduras, Nicarágua, China e Bangladesh é cercada por arame farpado. Atrás das portas trancadas, em sua maioria estão jovens mulheres supervisionadas por guardas que as agridem e as humilham por qualquer motivo e que as demitem se o teste de gravidez obrigatório for positivo. Cada trabalhadora repete a mesma ação talvez 2.000 vezes por dia. Trabalham sob luzes dolorosamente brilhantes, em turnos de 12 a 14 horas diárias, em fábricas abafadas, com poucos banheiros e acesso restrito à água (para reduzir a necessidade de mais pausas para usar o banheiro). Trabalham até 25 anos de idade, mais ou menos, ponto em que são demitidas porque estão acabadas e desgastadas. A vida delas já chegou ao fim, e a companhia as substitui por outra safra de jovens…" (JOEL BAKAN: A CORPORAÇÃO - BUSCA PATOLÓGICA POR LUCRO E PODER, p. 79)

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